Arquivo de Setembro de 2009
São Paulo, 28 - Numa sessão de volume fraco e poucos indicadores, o índice Bovespa (Ibovespa) retomou o patamar de 61 mil pontos, seguindo o comportamento das Bolsas norte-americanas. A alta do preço das matérias-primas (commodities) nas bolsas de mercadorias, em especial o do petróleo, contribuiu para impulsionar papéis de peso no Ibovespa, como Petrobras e Vale, embora ações de bancos e de empresas da construção civil também tenham se destacado na sessão de hoje.
O Ibovespa avançou 1,59%, para terminar na máxima pontuação do dia, aos 61.316,62 pontos. Na mínima, registrou 60.357 pontos (estabilidade). No mês, os ganhos acumulado subiram para 8,55% e, em 2009, para 63,29%. Assim como já havia acontecido na última sexta-feira, o giro financeiro foi mais fraco do que a média mensal e somou R$ 3,915 bilhões. Os dados são preliminares.
“O mercado está cauteloso. Quem está dentro do mercado, não quer sair, então as realizações de lucro têm sido contidas. Por outro lado, não há um otimismo exagerado para comprar. Daí o volume mais fraco de hoje”, comentou o operador da TOV Corretora Decio Pecequilo.
O sinal positivo de hoje, segundo ele, foi sustentado pela alta das Bolsas norte-americanas, embora o feriado judaico do Yom Kippur tenha também limitado o giro de negócios nos Estados Unidos. O único indicador divulgado nos EUA não fez preço nos ativos, que reagiram ao noticiário sobre fusões e aquisições.
A Xerox pagará US$ 6,4 bilhões em dinheiro e ações pela empresa de serviços de informação e terceirização Affiliated Computer Services Inc. (ACS); a belga Solvay vai vender suas atividades de fabricação de medicamentos para a concorrente norte-americana Abbott Laboratories, por US$ 6,572 bilhões; e a Johnson & Johnson anunciou a aquisição de 18,1% na companhia holandesa de biotecnologia Crucell por 301,8 milhões (US$ 440 milhões).
Segundo corretores, os anúncios de operações de fusões e aquisições fazem os investidores correr atrás de ações que possam ser alvo de aquisição, daí o desempenho positivo das bolsas.
O Dow Jones terminou em alta de 1,28%, aos 9.789,36 pontos. O S&P avançou 1,78%, aos 1.062,98 pontos, e o Nasdaq subiu 1,90%, aos 2.130,74 pontos. O indicador divulgado hoje foi o de atividade nacional nos Estados Unidos do Fed de Chicago, que caiu para -0,90 em agosto, de -0,56 em julho.
No Brasil, Petrobras foi um dos destaques da sessão, com ganhos acima de 2%, ajudada pelo desempenho do petróleo no exterior. O barril negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) fechou com variação positiva de 1,24% no contrato para novembro, a US$ 66,84 o barril. Petrobras ON subiu 2,64% e Petrobras PN, 2,29%.
Vale também terminou no azul, mas com ganhos mais modestos do que a outra blue chip. A ação ON da Vale encerrou com elevação de 1,67% e a PNA, de 1,46%. No setor siderúrgico, Gerdau PN subiu 1,65%, Metalúrgica Gerdau PN, 0,67%, Usiminas PNA, 0,55%, CSN ON, 2,83%.
Bancos e construção civil foram destaque. Gafisa ON foi a segunda maior alta do índice, com 3,35%. A retomada da economia brasileira está proporcionando o reaquecimento do setor e uma prova está no resultado da pesquisa do Sinduscon-SP e da FGV Projetos, que mostrou recorde no nível de emprego da construção civil em agosto, com 2,260 milhões de trabalhadores, 2,03% acima do recorde anterior, de julho (2,216 milhões).
Rossi Residencial ON terminou em +1,37%. Hoje teve início o período de reserva para o varejo da oferta de ações da companhia, que se estende até quarta-feira, prazo idêntico ao da PDG Realty, que subiu 4,93%. O preço por ação das duas operações será definido na quinta-feira. Cyrela ON, que também protocolou pedido de oferta de ações na Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), avançou 0,17%.
No segmento financeiro, BB ON ganhou 1,63%. A instituição anunciou que pagará R$ 4,2 bilhões por metade do capital total do Banco Votorantim. Já o Banco Santander informou alteração na data de início da negociação das units de sua oferta, no Nível 2 da Bovespa, para o dia 7 de outubro. Antes, estava prevista para 8 do mês que vem. O período de reserva da oferta de varejo começa hoje e vai até 5 de outubro. Santander ON, +4,35%. Bradesco PN, +1,91%, Itaú Unibanco PN, +2,22%.
A maior alta do Ibovespa hoje foi BM&FBovespa, com valorização de 4,69%. O gerente de análise da Modal Asset Management, Eduardo Roche, disse que uma das razões para esta alta é o sucesso das ofertas públicas na Bovespa, que voltaram a crescer nos últimos dias. “Assim como a queda dos volumes negociados no ano passado afetou os papéis da BM&FBovespa, a perspectiva de que a série de ofertas tenha continuidade em 2010 anima os investidores”, afirmou.
Fonte: Agência Estado (Claudia Violante).
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28 de Setembro de 2009 às 19:28
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São Paulo, 28 - O Porto de Santos estabeleceu novo recorde histórico mensal ao movimentar quase 8,31 milhões de toneladas no mês de agosto, o que representa uma alta de 12,2% ante igual intervalo de 2008. Em nota, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que as cargas de exportação, cuja alta foi de 25,3%, para 6,058 milhões de toneladas, foram determinantes para o resultado.
Enquanto em agosto de 2008 as exportações representavam 65,3% do movimento total do porto, neste ano chegaram a 72,9%. As importações vêm apresentando melhora. Apesar de terem ficado abaixo do registrado em agosto do ano passado, em 2009 as importações atingiram 2,251 milhões de toneladas, “o melhor volume mensal movimentado no ano e o mais significativo resultado desde novembro do ano passado”.
O total acumulado de janeiro a agosto chegou a 53,552 milhões de toneladas, volume 1,6% maior que o de igual período de 2008. Considerando esse resultado, a Codesp estima um movimento anual em torno de 81,3 milhões de toneladas.
No acumulado do ano, as exportações exibiram recorde histórico para o período, com 15% de alta ante as remessas de cargas de janeiro a agosto de 2008. Por outro lado, as importações recuaram 23,7% na mesma base de comparação.
Fonte: Agência Estado.
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às 19:24
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Nova York, 28 - Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em alta, após grandes empresas - entre elas a Xerox e a Johnson & Johnson - anunciarem acordos recentes de aquisição e alimentarem perspectivas de que o setor corporativo está mais confiante na recuperação da economia. Os papéis dos setores financeiro e de tecnologia foram os principais beneficiados pelo rali, que ocorreu numa sessão de baixo volume de negociações devido ao feriado judaico do Yom Kippur.
Operadores afirmaram também que, após a queda acumulada pelos índices na semana passada, alguns investidores retornaram ao mercado em busca de pechinchas. “A última semana foi difícil, então já esperávamos o retorno dos compradores”, disse Chris Guinther, gerente de carteiras de investimento do RidgeWorth Small Cap Growth Fund. “Aqueles que não possuíam posições compradas ou não foram suficientemente agressivos desde março sentiram que agora houve uma oportunidade para isso.”
O Dow Jones fechou em alta pela primeira vez em quatro sessões, avançando 124,17 pontos, ou 1,28%, para 9.789,36 pontos. Entre os componentes do índice, subiram American Express (+4,05%), Bank of America (+3,73%) e JPMorgan (+2,66%).
O Nasdaq avançou 39,82 pontos, ou 1,90%, para 2.130,74 pontos, registrando a alta mais acentuada em mais de dois meses tanto em termos porcentuais quanto de pontuação. A Cisco Systems - que faz parte tanto do Dow Jones quanto do Nasdaq - subiu 4,38% após ter a recomendação de suas ações elevada para “overweight” (acima da média) pelo Barclays Capital.
O S&P 500 subiu 18,60 pontos, ou 1,78%, para 1.062,98 pontos. As ações do setor de tecnologia como um todo tiveram um dos ganhos mais acentuados dentro do índice, de 1,7%. Os papéis do segmento financeiro também subiram de forma acentuada no S&P 500 após analistas do Morgan Stanley afirmarem que as perdas com crédito das instituições do setor devem diminuir ao longo dos próximos 12 a 18 meses.
Entre as empresas que anunciaram acordos de aquisição, a Xerox recuou 14,38% depois de fechar um acordo para adquirir a Affiliated Computer Services (+13,99%) por US$ 6,4 bilhões.
A Abbott Laboratories subiu 2,64% após anunciar que comprará a unidade de negócios farmacêuticos da belga Solvay por até US$ 7 bilhões, enquanto a Johnson & Johnson ganhou 1,07% após divulgar que adquiriu uma participação de 18,1% na Crucell (-6,62%) por US$ 442,7 milhões.
Notícias relacionadas a fusões e aquisições geralmente aquecem o mercado de ações porque indicam um aumento na confiança das empresas e geram especulação sobre quais outras companhias podem receber propostas de compra. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado (Gustavo Nicoletta).
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às 19:21
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Nova York, 16 - Os principais índices das Bolsas de Nova York abriram em alta hoje, com o mercado concentrado na economia após 0declarações positivas do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, ontem, e de notícias sobre o plano de compra da Omniture pela Adobe Systems. Às 10h35 (de Brasília), o Dow Jones ganhava 0,35%, o Nasdaq subia 0,37% e o S&P 500 avançava 0,44%.
Ontem, todos os três grandes índices acionários norte-americanos fecharam nas novas máximas deste ano. Os mercados ganharam ânimo após Bernanke afirmar que, do ponto de vista técnico, “a recessão está muito provavelmente encerrada neste momento”. “Até que o otimismo se torne excessivo, o mercado vai continuar subindo”, afirmou Bruce Bittles, estrategista-chefe para investimento da Robert W. Baird.
Indicadores divulgados nos EUA pela manhã mexeram pouco com o mercado. O índice de preços ao consumidor subiu 0,4% em base mensal em agosto, segundo o Departamento do Trabalho, em linha com a previsão dos economistas. Também em agosto, a produção industrial do país cresceu 0,8%, acima da previsão de expansão de 0,6%. O déficit em conta corrente dos EUA ficou em US$ 98,8 bilhões no segundo trimestre deste ano, ante o déficit revisado de US$ 104,5 bilhões do primeiro trimestre.
No campo corporativo, a Adobe Systems pode ficar no centro das atenções depois de ter informado na noite de ontem que planeja comprar a empresa de serviços de internet Omniture por US$ 1,8 bilhão, em um acordo que marcaria sua maior aquisição desde a compra da Macromedia, há mais de quatro anos. A notícia veio no mesmo dia em que a Adobe anunciou queda no lucro e na receita de seu terceiro trimestre fiscal deste ano.
O setor de petróleo também devem manter-se em foco por causa de notícias de uma nova descoberta. A Anadarko Petroleum afirmou que fez uma nova descoberta em águas profundas no poço de exploração Venus, em Serra Leoa. Os contratos futuros de petróleo eram negociados em alta de 0,13%, a US$ 71,02, em Nova York. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado. (Danielle Chaves)
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16 de Setembro de 2009 às 11:25
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Nova York, 14 - Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em queda, com os altos estoques da commodity e de combustíveis derivados mantendo os compradores fora do mercado. O preço do petróleo leve com entrega para outubro fechou em queda de US$ 0,43, ou 0,62%, a US$ 68,86 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). O petróleo Brent, negociado no mercado eletrônico ICE, fechou em queda de US$ 0,25, ou 0,4%, a US$ 67,44 o barril.
Os operadores haviam determinado que o valor de US$ 70 o barril era apropriado para o petróleo, em meio a expectativas de que o produto deve ficar mais escasso à medida que a economia mundial se recuperar e a demanda crescer. Atualmente, no entanto, há uma ampla quantidade disponível da commodity e, quando o preço do barril chegou próximo a US$ 73 na sexta-feira, a sustentação perdeu força e o mercado futuro bateu em retirada.
Esse padrão tem se repetido desde junho: os preços do petróleo caem bruscamente logo após se aproximaram de US$ 75 o barril, para depois sofrerem um rali quando o valor se aproxima de US$ 65 o barril. Outros eventos têm reforçado largamente esse ’status quo’ - indicadores econômicos como a taxa de desemprego nos Estados Unidos estão se deteriorando a uma velocidade menor ou começando a melhorar, enquanto os estoques de petróleo e combustíveis permanecem bem acima do normal.
Hoje não houve a divulgação de nenhum indicador que dirigisse o balanço do mercado para qualquer uma das direções, de forma que os preços do petróleo continuam em direção à mínima de US$ 67,05 o barril, atingida em 2 de setembro.
O intervalo de negociação apertado poderá persistir por algum tempo - as projeções do Departamento de Energia dos EUA e de outras instituições de destaque apontam que pode levar até o final de 2010, ou mais, para as refinarias queimarem o estoque extra.
O Goldman Sachs vê um final mais rápido para o excedente, com os estoques no mundo desenvolvido voltando a níveis normais até o final deste ano, o que potencialmente puxará os preços para até US$ 85 o barril, escreveram os analistas do banco em Londres em nota aos clientes.
O mercado espera que os dados do relatório semanal do governo americano sobre os estoques de petróleo dos EUA revele um declínio de 2,4 milhões de barris nos estoques da commodity, de acordo com pesquisa da Dow Jones. Mas a queda poderá ser compensada por um aumento de 500.000 barris nos estoques da gasolina e de 1,6 milhão de barris nos de destilados - categoria que inclui o óleo de calefação e o diesel. Os dados serão divulgados na quarta-feira.
Os analistas também esperam que as refinarias americanas cortem em 0,4 ponto porcentual a produção, recuando o uso da capacidade para 86,8%. Se confirmado pelos dados, o declínio marcará a queda sazonal da produção, quando as refinarias fecham unidades para manutenção nos EUA no fim do verão (no Hemisfério Norte).
“A capacidade de refino normalmente emagrece nesta época do ano, então nós vamos ver uma queda na demanda de petróleo”, disse Tom Bentz, corretor e analista no BNP Paribas Commodity Futures Inc. Segundo ele, embora a queda no uso da capacidade de refino seja um evento bastante previsível, nem sempre é precificada com antecedência pelo mercado futuro de petróleo. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado (André Lachini).
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14 de Setembro de 2009 às 18:49
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Os índices do mercado de ações dos EUA operam em alta antes do fechamento do pregão, mas seguem pertodos da China, e os chineses responderam à medida abrindo uma investigação de acusações de importação desleal de produtos automotivos e aviários norte-americanos. A notícia gerou preocupações sobre a recuperação da economia e do comércio mundiais.
O mercado também pondera o discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, no qual a autoridade criticou Wall Street por ignorar as lições da crise financeira do ano passado e pressionou o setor a aderir ao esforço de reforma do sistema financeiro norte-americano. As bolsas não reagiram visivelmente ao pronunciamento, mas muitos participantes do mercado consideravam o comunicado de Obama um dos principais eventos do dia.
Às 16h56 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,21%, para 9.625 pontos, impulsionado por componentes como Dupont (+1,23%), Coca-Cola (+1,22%), General Electric (+4,77%) e JPMorgan (+2,89%), embora Cisco (-1,30%) e Walt Disney (-1,13%) limitem os ganhos.
O Nasdaq tinha alta de 0,47%, para 2.090 pontos. O S&P 500 avançava 0,63%, para 1.049 pontos, auxiliado por um aumento de 4,59% nas ações da AES, em meio à notícia de que um fundo soberano chinês pretende adquirir participação na companhia. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado (Gustavo Nicoletta)
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às 17:29
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Washington, 14 - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que a intervenção emergencial do governo norte-americano nas instituições financeiras está começando a surtir efeito, mas alertou que Wall Street não deve deixar para trás as lições aprendidas com a crise econômica. Obama pressionou o setor financeiro a se unir a ele no esforço para reformar o cenário financeiro dos EUA até o fim do ano.
Durante um discurso em Nova York, Obama afirmou que as tempestades formadas pela crise “estão começando a se dissipar” e que a necessidade de envolvimento do governo no sistema financeiro diminuiu. Ele ressaltou que o mercado não deve voltar a ser complacente conforme a economia voltar ao normal, acrescentando que os bancos não devem esperar um novo resgate por parte dos contribuintes.
“Infelizmente, há alguns na indústria financeira que estão interpretando incorretamente este momento”, disse o presidente norte-americano. “Em vez de aprender com as lições do Lehman e com uma crise da qual ainda estamos nos recuperando, eles estão escolhendo ignorá-las. Fazem isso colocando não só eles mesmos em risco, mas também a nossa nação.”
A reforma do sistema financeiro proposta pela administração Obama deve mudar dramaticamente as regras do setor financeiro norte-americano, criando proteções para os consumidores e salvaguardas contra o potencial colapso de outros grandes bancos. No entanto, ainda é incerto se o Congresso conseguirá votar o projeto dentro do cronograma imposto por Obama, levando em consideração o intenso debate sobre a reforma do sistema de saúde dos EUA e as discordâncias entre os congressistas em relação às principais medidas dessa proposta.
Obama novamente defendeu a criação de uma Agência de Proteção aos Consumidores de Produtos Financeiros e a aplicação de exigências mais rígidas de capital e de liquidez para os bancos. “Não voltaremos aos dias de comportamento irresponsável e excessos sem supervisão que foram o coração desta crise, em que muitos foram motivados apenas pelo apetite por soluções rápidas e grandes bônus”, afirmou Obama. “Os costumes antigos que levaram a esta crise não podem continuar. E levando em consideração que alguns retornaram tão prontamente a eles, isto ressalta a necessidade para mudança, e mudança agora.”
O discurso de Obama no Federal Hall de Wall Street marca o aniversário de um ano do colapso do banco de investimentos Lehman Brothers. Desde o incidente, o governo dos EUA adotou medidas sem precedentes para conter a crise financeira, incluindo a implementação de políticas de afrouxamento quantitativo pelo Federal Reserve, o Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês) e o resgate das montadoras General Motors e Chrysler. Obama acrescentou que a ausência de bom senso na regulação dos mercados há um ano atrás provocou a intervenção do governo na economia. “Foi um fracasso coletivo de Washington, de Wall Street, da América que levou ao quase colapso do nosso sistema financeiro um ano atrás”, afirmou.
“Normas de bom senso não obstruem os mercados, mas os tornam mais fortes. De fato, elas são essenciais para garantir que nossos mercados funcionem e funcionem justa e livremente”, disse Obama. “Quando esta administração assumiu em janeiro, a situação era urgente”, disse Obama. “Os mercados haviam recuado acentuadamente; o crédito não estava fluindo. Havia receios de que os maiores bancos - aqueles que sobreviveram - detinham pouco capital e estavam expostos demais aos empréstimos arriscados. E as consequências espalharam-se para muito além das ruas de Manhattan. Esta ão era mais somente uma crise financeira; era uma crise econômica, com queda nos preços das residências, empresas lutando para ter acesso a um crédito acessível e a economia perdendo uma média de 700 mil empregos por mês.” As informações são da Dow Jones. (Gustavo Nicoletta)
Fonte: AE Broadcast
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às 15:03
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São Paulo, 11 - O período de reserva para os investidores declarem interesse em participar da oferta de ações do Santander Brasil será do dia 28 de setembro até 6 de outubro, conforme prospecto preliminar reenviado hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A operação será em units, sendo que cada um desses papéis será composto por 55 ações preferenciais e 50 ações ordinárias. O banco ainda não informou a quantidade de papéis que será ofertada. No entanto já consta do documento que a oferta inicial poderá ser acrescida em até 15% em papéis suplementares e em até 20% em units adicionais, sem considerar o lote
suplementar.
O valor mínimo para o varejo será de R$ 3 mil e o máximo de R$ 300 mil. Para esse público, serão disponibilizadas entre 10% e 20% do total de units, sem considerar os lotes suplementar e adicional, sendo que funcionários e clientes da instituição financeira terão prioridade.
Do total a ser distribuído, excluindo lotes suplementar e adicional, 5% serão destinados aos funcionários e administradores do banco e 10% aos clientes da instituição financeira. Essa condição especial deve ser explicitada no momento do pedido de reserva. Para os funcionários, o pedido de reserva deverá ser feito exclusivamente junto à Santander S.A. Corretora de Câmbio e Títulos. Os funcionários do banco poderão fazer reservas a partir de R$ 1 mil.
No caso de clientes, aqueles que pertencem ao Banco Real terão que fazer o pedido de reserva na corretora ligada ao banco (ABN Amro Real Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A.). Caso ainda não sejam cadastrados, o pedido de reserva deverá ser feito na Santander S.A. Corretora de Câmbio e Títulos. Pedidos feitos em outras corretoras não terão o tratamento prioritário.
Essas informações estão no glossário da oferta que consta de uma nova versão do prospecto preliminar enviada hoje à CVM. A seção do documento destinada exclusivamente aos detalhes da oferta, como cronograma e procedimentos, estão inalteradas em relação ao primeiro prospecto preliminar, divulgado em 31 de julho. O coordenador líder é o Banco Santander. Os demais coordenadores são o Credit Suisse, Merrill Lynch e UBS Pactual.
Fonte: Agência Estado (Ana Paula Ribeiro).
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11 de Setembro de 2009 às 18:07
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São Paulo, 11 - Depois de ter subido 5,68% em cinco sessões consecutivas, a Bolsa de Valores de São Paulo passou hoje por uma realização de lucros. Mas ela foi tão fraca que o principal índice do mercado doméstico, o Ibovespa, se manteve irredutível no patamar de 58 mil pontos reconquistado ontem. Uma safra de bons indicadores ao redor do mundo favorecia a manutenção das compras de ações, mas a indefinição sobre qual o rumo que o mercado seguirá e os ganhos recentes puxaram as ordens de vendas.
O Ibovespa terminou a sexta-feira com baixa de 0,29%, aos 58.366,38 pontos, diminuindo os ganhos da semana para 3,02%. Em setembro, acumula elevação de 3,33% e, no ano, de 55,44%. Na mínima do dia, hoje, registrou 58.145 pontos (-0,67%) e, na máxima, 58.834 pontos (+0,51%). O giro financeiro totalizou R$ 4,057 bilhões, o menor do mês até agora. Os dados são preliminares.
As bolsas asiáticas e europeias fecharam em alta, influenciadas pelos indicadores positivos conhecidos principalmente na China. O governo de Pequim anunciou produção industrial e empréstimos mais fortes do que o esperado em agosto, reforçando o sinal positivo dado pelas declarações do premiê Wen Jiabao de que irá manter a política econômica.
Já nos EUA, os dados do sentimento ao consumidor da Universidade de Michigan e de estoques no atacado foram bons, mas os investidores não deram muita atenção, já que os cinco dias de ganhos pressionaram por um ajuste nas carteiras. A opção foi pela cautela depois que as Bolsas registraram os maiores níveis em quase um ano.
O Dow Jones recuou 0,23% no dia, aos 9.605,41 pontos, acumulando alta de 1,74% na semana. O S&P 500 caiu 0,14%, aos 1.042,73 pontos (alta de 2,59% na semana) e o Nasdaq perdeu 0,15%, aos 2.080,90 pontos (ganho de 3,07% na semana).
No Brasil, a realização de lucros teve grande influência das blue chips e alguns papéis do setor siderúrgico. A queda das commodities metálicas e do petróleo impulsionou as vendas destes papéis. “Os dados da China foram bons, mas ontem à tarde o mercado já tinha adiantado uma parte deles”, comentou o analista da SLW Pedro Galdi.
Segundo ele, o volume comedido da sessão mostra que os investidores estão à espera da definição de um rumo para a Bolsa. Embora seja majoritária a avaliação de que é preciso uma correção dos ativos, o mercado de ações local tem encontrado dificuldades de ir adiante principalmente por causa dos indicadores favoráveis.
Além dos números da China e EUA, hoje o mercado doméstico também foi brindado com um número favorável do PIB brasileiro no segundo trimestre - alta de 1,9% ante o primeiro trimestre, encerrando a recessão técnica. O dado superou a mediana das previsões do mercado, de 1,8%.
Vale ON terminou em baixa de 1,16% e Vale PNA, de 0,73%. Petrobras ON caiu 1,05% e Petrobras PN, 0,60%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro do petróleo para outubro recuou 3,68%, para US$ 69,29 o barril. No setor siderúrgico, Gerdau PN subiu 0,74% e CSN ON, 0,52%. Metalúrgica Gerdau PN recuou 0,55% e Usiminas PNA, 0,88%.
Na próxima semana, a agenda será relativamente tranquila, sem grandes indicadores com força para mexer nos negócios. Assim, a tendência deve ser conduzida pelo noticiário diário.
Fonte: Agência Estado (Claudia Violante).
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às 18:04
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Brasília, 11 - Para o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, a economia brasileira vai terminar o ano de 2009 no azul. Em entrevista para comentar os números do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, ele afirmou que “é extremamente possível e provável” que o Brasil tenha crescimento econômico neste ano.
Meirelles lembrou que o BC já previa expansão de 0,8% da economia em 2009 no último relatório trimestral de inflação, divulgado em junho. “Agora, vamos revisar o dado no fim de setembro”, disse, ao lembrar do período de divulgação do próximo relatório, que traz a previsão oficial para o comportamento do PIB. Ele, porém, não quis adiantar se a previsão será elevada e para qual patamar.
Para reforçar a avaliação de que a economia deve crescer no ano, o presidente do BC lembrou que alguns indicadores do mercado de trabalho, como o emprego e os salários, já estão em patamar melhor que o observado antes do agravamento da crise financeira, em setembro do ano passado.
Fonte: Agência Estado (Fernando Nakagawa).
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às 13:33
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